MUSICAS DA HELENA

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Recolhendo as Cinzas - Romance

                  

   Recolhendo as Cinzas 

              Amarílis tece a sua vida com fios humanos dolorosos e apreende, com rapidez, as sofridas relações que permeiam o universo feminino com o masculino.

Partindo de um grotão, do Estado de Minas Gerais, com o marido e os filhos, decide replantar as suas raízes no Estado do Rio de Janeiro, sonhando encontrar a felicidade tanto procurada.
Sombras silenciosas do passado acompanham-na, atormentando-a constantemente.


Nessa ambiguidade de sentimentos, caminhava, apesar de tantos tropeços e conflitos familiares. Nesse trajeto, vai recolhendo os seus cacos, reconstruindo-se, para enfrentar outros que surgiriam.
Sua força interna desvela-se a cada acontecimento denso que aparece a sua frente, mostrando que, mesmo com seu mundo em ruínas, não perdera a capacidade de sonhar.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Barquinhos de papel


Em cada um escrevia seus sonhos, e, assim soltava-os nas águas barrentas que se formavam no quintal, após as tempestades. Qualquer papel que encontrava, dali surgia um barquinho , ficavam esperando a postos a hora da partida. Seus olhos brilhavam de felicidade ao prenúncio de um temporal. Podia, assim, soltar seus sonhos. Eram sonhos de criança, mas sonhos de partir para lugares distantes e conhecer outras pessoas, além daquela , do seu mundinho. Ninguém notava, ficava ali, sozinha, colocando-os um a um na água, seu pensamento viajava. Viajava no tempo, vendo-os distanciar, Alguns afundavam, eram desmanchados pela água e lama; outros seguiam adiante.
Às vezes, os sonhos colocados eram outros. Sonhar..sonhar era sua vida.
O que foram feitos dos outros sonhos? Não sabe responder, só sabia que amava temporais e barquinhos de papel.

terça-feira, 3 de março de 2015

História de grampos.

Quando eu tinha uns sete ou oito anos, pensava que a vida terminava aos 50. Via-me velha, acabada e pronta para morrer. Para dizer a verdade, vinham-me pensamentos obscuros, de que,  quando chegasse aos 50, me suicidaria. Não aguentaria me ver velha, enrugada, seios caídos, cabelos brancos. Queria viver enquanto estivesse bonita. Esses eram os meus pensamentos quando criança.
Os pais tem uma forte influência sobre os filhos, e, a minha me influenciou muito: não no modo de pensar, me tornei o oposto dela. Mas a sua garra, persistência e determinação, herdei.
Lembro-me dela no quintal da casa com um martelo e pedaços de arames. Sentava no chão e amassava os arames em uma pedra até formar uns grampos compridos. Era com isso que prendia seus cabelos longos, com um coque, no alto da cabeça.
A última vez que a vi fazendo seus grampos ela falava para mim: "estes são os últimos que eu faço, vai dar até eu morrer". Dava-me uma dor tão profunda, que toda as noites antes de dormir eu rezava pedindo a Deus para que meu pai e minha mãe não morresse. Esse hábito levei para a vida adulta, até que eles se foram.
Minha mãe vivia sempre pedindo a Deus que a levasse, pois estava cansada de viver e de sofrer. Não imaginava ela que eu sofria com isso, meus irmãos também, certamente.
Teve uma vida dura sofrida, apanhava de chicote do meu avô. Teve 10 filhos, eu fui a nona filha. Cansada da miséria da roça, veio para o Rio de Janeiro, tentar uma vida melhor. Conseguiu, mesmo ela não tendo consciência disso.
Ficava noites adentro estudando para conseguir uma vaga de professora primária, até conseguir.
Não havia luz elétrica, lampião era caro, usávamos lamparinas. A casa fedia a querosene. Na manhã seguinte acordávamos com o nariz todo preto por dentro.
Não posso dizer  que tive uma infância infeliz, pois não tive, mesmo com o fantasma da morte sempre me assombrando, ainda mais que conheci minha mãe velha. Não tive lembranças de meus pais jovens. Com oito anos, minha mãe já tinha 50.
Na escola, perguntavam-me se ela era minha avó. Mas eu a amava muito, e tudo que sou hoje agradeço aos seus ensinamentos.
Outro hábito que ela tinha além dos grampos, era cheirar rapé. Comprava fumo de rolo e os colocava numa tampa de panela, em cima das brasas do fogão à lenha. Não tínhamos fogão à gás. Só mais tarde, quando começou a lecionar na Prefeitura, comprou um. Geladeira? Nem sabia que existia. Quando estava muito quente, colocávamos água dentro de uma garrafa, amarrávamos numa corda e jogávamos dentro do poço para refrescar.
As boas recordações ficaram por conta das histórias que ela contava. Sentava aos pés da nossa cama e começava. Eu adorava. Suas histórias não tinham fim. Cada dia era um capítulo, e duravam semanas até começar outra.
Não tínhamos livros de histórias, ela não lia, tinha cada uma na sua memória. Depois que crescemos, contava-as para os netos, principalmente aos meus filhos, que já chegavam à sua casa: "vó conta uma história?"
Quando não eram histórias fantásticas ou maravilhosas, eram histórias da sua vida, de assombrações e das coisas que aconteceram lá no Fundão, em Viçosa.
Sabia política como ninguém, Os presidentes antigos conheço todas as suas histórias, através dela. Não esqueço até hoje da história de um certo presidente, que depois de deposto, escondeu-se lá no Fundão. Ela contava e recontava...
Seu maior sonho era ter uma filha professora, e conseguiu. Não era o meu sonho, mas nunca quis decepcioná-la, e segui seus passos. Não me arrependi.
Os anos se passaram, os grampos foram jogados fora e minha mãe cortou seus cabelos curtinhos, dava menos trabalho _ dizia ela.
Quanto ao rapé, abandonou, Aprendeu a fumar cigarros com os filhos, depois de velha. Foi-se embora de repente, Não deu trabalho a ninguém. Seu cigarro ficou queimando na ponta de um móvel , sua janta pronta na cozinha.
Quanto ao medo de ficar velha, passou, pois comecei a viver depois dos 50 . Acho-me mais bonita agora, do que quando jovem. O medo de envelhecer enraizou-se tanto em mim que me recuso a sentir -me velha. Aprendi a superar todos os meus limites, Curto cada minuto da minha vida.
Não penso mais na morte. Sei que irei um dia, mas enquanto isso vou sonhando e realizando todos os sonhos possíveis. E quanto às suas histórias, vou repassando para os meus netos.
Os grampos sumiram com o tempo, mas ficaram como uma bela recordação dos momentos felizes da minha infância.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A mosca

_Ah, moça, aqui a gente reza pra não ficar doente! - diz o rapaz da recepção. Um jovem bem franzino e com os olhos arregalados de susto, correndo para pegar uma lanterna.
Mais assustada estava eu, procurando por um médico para tirar uma mosca que entrara dentro do meu ouvido, enquanto dormia, às duas horas da madrugada.
_ Só tem uma maternidade no centrinho, diz o rapaz.
Subi correndo as escadas e bati na porta do quarto aonde estavam meu filho e minha nora. Meu filho, meio sonolento, veio atender. "Entrou uma mosca no meu ouvido"! Quase gritei.
_Calma mãe, não é nada! Vá dormir. E o barulho do bater de asas continuava... Quem poderia dormir com um barulho que subia até o cérebro? E se não fosse uma mosca? E se fosse um desses insetos que sobrevoam sobre as areias da praia?
Estávamos hospedados em uma pousada de frente para a praia.  O barulho do mar transmitia uma paz tão repousante que dormi de janela aberta.
Muito condescentemente, meu filho e minha nora vestiram-se e levaram-me a tal maternidade,  já que eu estava resoluta a não querer nenhum bicho me ensurdecendo.
Assim que paramos o carro em frente a tal maternidade, havia um policial e um homem de branco, que supostamente, pensei ser um médico. A policial veio logo perguntando o que estava acontecendo.
_Entrou um bicho no meu ouvido!
_Ah! A senhora veio a pessoa certa! E conduziu-me para dentro. O suposto médico pediu-me para deitar numa maca e jogou um líquido dentro do meu ouvido.
Fechei os olhos e senti uma dor terrível. Dei um pulo da maca e veio ele de novo com a pinça, dizendo: " preciso tirar o bicho, a senhora tem que ficar quieta!" Deitei de novo, a dor agora foi mais cotundente.
"Vai furar meu tímpano"! Foi então que olhei para o seu jaleco e li: auxiliar de enfermagem. Nada contra auxiliar, mas sem a presença de um médico!
E para completar, sem uma lanterna.
 "Não tem lanterna aqui?" Perguntei.  Ele pediu o celular do meu filho para iluminar. Foi aí que   entendi o porquê das palavras do recepcionista do hotel.
Voltei a realidade e percebi: estávamos no Nordeste, em Maragogi, Alagoas.  Praias paradisíacas, repleta de turistas, mas de um povo sofredor, esquecido por todos.
O tal auxiliar, assim que pegou o celular do meu filho, pediu para eu sentar numa cadeira. Pegou uma seringa e injetou o líquido no meu ouvido. Injetou uma, duas , na terceira vez, gritei: _ Para que vou desmaiar! Estou tonta. Parecia uma seção de tortura.
"O senhor pode verificar minha pressão, por favor? " Ele pegou meu braço direito e eu pedi: "no esquerdo." Ainda bem, estava normal.
Resignada, desisti do bicho, que a essa altura já estaria morto e fomos embora.
O resultado deste episódio: Ainda sinto dores no ouvido e sirvo de chacotas para meus filhos.até hoje.

As palavras do jovem rapaz não me saem da cabeça:
"Só tem uma maternidade aqui, no centrinho. Casos mais graves, eles dão um papel e temos que ir para Maceió ou Recife." E eu preocupada com uma suposta mosca no meu ouvido!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Curiosidades e belezas da Turquia - Istambul



Há muito tempo não assistia à novelas. Ouvia todos comentarem sobre a novela "Salve Jorge", exibida pela Globo.
Despertava-me interesse? Não, nem um pouco. Viajar à Turquia, nem estava nos meus planos.
De repente fui surpreendida por um convite de uma amiga:
_ Vamos à Turquia, Grécia, Jordânia e Egito?
O roteiro maravilhoso deixou-me encantada. A Grécia era um sonho antigo, de criança. Não pensei duas vezes e aceitei o convite. O Egito ficou fora, então acrescentamos Londres. Maravilhoso! Não conhecia nenhum desses lugares.
A ansiedade era tamanha que não via a hora de embarcar nessa aventura fantástica.
Finalmente chegou o grande dia, depois de horas e horas de voo, acertar o fuso horário, chegamos então à cidade de Istambul.
Assim que o avião preparava para a aterrissagem pude observar do alto, um cenário deslumbrante. Era noite, avistava-se do alto um colorido inimaginável. Uma cidade colorida, luzes de todas as cores e todas as formas Era realmente uma imagem exuberante.
A beleza não estava só no colorido da cidade à noite, estava também por toda a cidade, durante o dia. É uma cidade de sonhos e curiosidades.
Um ar místico e abstrato fascinava-me. Contemplei, como jamais contemplara cidade alguma, extasiada pela   sua beleza.  Mulheres cobertas com véus,  jardins de tulipas de todas cores e outras flores diversas davam uma sensação de encantamento e paz.


Longe de músicas que trituram nossos ouvidos, ouvíamos somente o som das orações das mesquitas. E é belo, único; como único é o  idioma turco.
Gralhas soltavam seu canto fúnebre por toda parte, como se fossem para marcar sua presença e relembrar as guerras acontecidas, até transformar-se neste país exótico.
Frutas conhecidas, mas de tamanho surreal, como o romã, nunca vira nada igual, e seu suco, delicioso.

Estava conhecendo o antigo império bizantino e Constantinopla, que tanto povoara meus sonhos de adolescente, nas aulas de história.
As inúmeras mesquitas dão graciosidade a cidade: belas e imponentes. A Mesquita Azul com sua beleza sobrepõe-se das demais com sua arquitetura colossal e magnífica.

Mas a grande curiosidade nossa era conhecer o Gran Bazar, um dos mais belos mercados populares do mundo. Mulher adora comprar, e era lá onde concentrava-se toda sorte de produtos e bugigangas para levar como lembranças.
Para se comunicar, não ouve problema, inventamos um novo dialeto: potuinglespanhol, não entendíamos e eles menos ainda, mas no final dava tudo certo, conseguimos barganhar as compras.
O mais divertido da viagem foi  perder-se nas ruas da saída do Gran Bazar. Essa é a parte mais divertida de minhas viagens. Sempre me perco nelas , pelo meu espírito aventureiro. Não é porque sou contra andar em grupo, mas preciso vasculhar cada canto da cidade sozinha, só assim me encontro. Perco-me, mas tenho um encontro comigo mesmo, admirando e respirando um ar de liberdade ímpar. Não sinto medo, nem me apavoro, delicio-me, pois sei que mais cedo ou tarde encontro meu destino.
Após um passeio de barco pelo Estreito de Bósforo, que divide Istambul entre a Europa e a Ásia e uma visita ao mercado de especiarias, retornamos ao hotel. No dia seguinte, seguiríamos para Capadócia, onde desfrutaríamos de outras belezas oferecidas pela mística e abstrata Turquia. Com tristeza, disse adeus à Istambul.




quarta-feira, 6 de março de 2013

Você sabe quem é o Pezão?

Trim! trim! prim! Corro para atender, esperava uma ligação importante.
_ Você sabe quem é o Pezão? Se sim, aperte a tecla 1. Se não, aperte a tecla 2.
Este tipo de ligação acaba com o dia de qualquer um, ainda mais quando estamos muito atarefados. A vontade que me deu na hora foi fazer: " vap! vap!" e bater o telefone. Acontece que o pobre coitado não tem culpa e eu teria um prejuízo, além do mais, não tinha outra pessoa do outro lado. Só uma máquina.  Estas benditas máquinas!
Fiquei na linha porque queria ouvir o resto da gravação, por curiosidade, para ver até onde vai a cara de pau do nosso governador, em querer manipular o povo.
A gravação continua:
_ Se você acha que Pezão é o vice-governador, aperte 1. Se você não sabe, acesse www... não sei o quê.
Minha vontade era de xingar, mas quem ouviria?
Estamos assim, numa escuridão total, sem ver uma luz no final do túnel e nossos gritos presos na garganta. Quando gritamos ouvimos apenas o eco de nossa voz, como se estivéssemos perdidos em um desfiladeiro, ou no meio do nada.
Por fim, ouvi a frase final: "se não te interessa este tipo de pesquisa, tecle 3". Não tive escolha, não adiantava xingar, gritar ou bater o telefone. Apertei o 3.
Neste momento, a faxineira entra na sala para avisar que estava atrasada. Pergunto-lhe de supetão:
_ Você sabe quem é o Pezão?
_ Sei, aquele lutador peso-pesado, paraibano.
_ Não! respondi, já meio irada.
_ Aquele gorila enorme que habita as montanhas do Canadá e acho dos Estados Unidos? Por que, descobriram a existência dele? responde sem graça.
Chegamos a conclusão que a maior parte da população não sabe que o nosso vice-governador chama-se Pezão. Não os culpo.
Mas isso é nome de político! Sem preconceitos, mas os ditos cujos deveriam usar o próprio nome,  transmitiriam mais seriedade. Tendo em vista que, eles não tem nenhuma, então é justo. Apelidos que conhecia antigamente era dado aos donos dos morros. Agora os políticos querem eleger-se usando codnomes.
Nosso país já é uma galhofa. Tivemos um garotinho e uma garotinha, como governadores.  Um governador, cujo nome é Cabral. Cabral até anos atrás, para mim foi quem supostamente descobriu o Brasil e entrou para a história ( pra boi dormir ). Agora, este também quer entrar para a história de qualquer jeito. Nem que para isso, manipule o povo, use dinheiro público e acabe com o Rio de Janeiro, elegendo seu sucessor: Pezão. Será que o povo cairá nessa?
Sei lá, é como disse Caminha em sua carta, quando se referia à nossa terra: "...querendo-a aproveitar, dar-se á nela tudo..." Até pé humano! E Cabral está querendo plantar um.
Está me batendo um desânimo, uma desesperança, sinto-me como um  personagem daquele filme: "Inteligencia Artificial".
Não tenho mais produtividade, como muitos aposentados e pensionistas. Do jeito que as coisa andam, daqui uns dias nos pegam, mandam para um circo e servimos como atração para o povo, sendo exterminados ao vivo! Afinal estamos sendo comparados a máquinas e, quem sabe o pé que Cabral está plantando nasça, nos dê um pontapé no traseiro e acabe de nos jogar no buraco!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Doce Siena

Tinha a sensação de que estava de quarentena, longe da internet, de telefones, da televisão. Não sabia como estava a casa, meus filhos, nem o que acontecia no Brasil ou no mundo.  Distante do mundo cibérnetico que nos deixam dispersos do mundo real, e consequentemente, a ansiedade de comunicar e se informar nos afastam dos prazeres da vida.  Estava ali em busca de prazer, não me importando com nada do que acontecia fora. Fui criada sem luz elétrica, sem televisão e telefone, portanto, naquele momento, o mais importante era a companhia dos amigos e as belas cidades italianas.
A referência ali era os novos amigos que conquistara durante a viagem. Conversando olhos nos olhos, cada um contando detalhes de sua vida e se encantando com cada tesouro que a cidade guardava.
Estava realizando um sonho de adolescente, conhecer a Itália, principalmente a região da Toscana, que sempre me encantou pelas suas paisagens cinematográficas, e sem dúvida irresistível.
Um enxame de motos, carros e pessoas transitava em uma rua estreitíssima, a atenção tinha de ser redobrada. Ficava difícil para fotografar e andar com a  cabeça levantada , chegando a dar dores no pescoço, tudo isso para admirar as lindas janelas , com beirais floridos e as roupas penduradas nas fachadas dos prédios antigos.
Estava revendo um filme italiano. Roupas penduradas nas janelas...
Atravessamos as muralhas, as ruas tortuosas e acidentais, penetrando num mundo de sonhos: Siena.
Deparamos com a Piazza del Campo, o coração da cidade, a mais bela praça medieval italiana, rodeada por cafeterias, restaurantes e lojas de souvenirs.  Encontramos jovens sentados e deitados na praça, onde eles se reunem para estudar, namorar ou passar simplesmente o tempo.

O céu estava completamente maravilhoso, pude dizer que estava sob o Sol da Toscana.
O dia da semana, as horas, não sabia; o que importava era percorrer a cidade e conhecer esta antiga cidade medieval, uma das cidades mais velhas do mundo, onde etruscos, gauleses e romanos  se estabeleceram e, ainda, por ter sido na Idade Média, Siena,  um dos centros mais florescentes da Itália, tanto pelo valor militar quanto pelos grandes gênios da arte,
Não poderia deixar de tirar uma foto em frente ao Palácio Público, onde se encontra a Torre Mangia, de 102 metros de altura e na antiguidade, seu sino marcava a vida da cidade.








Nem deixar de conhecer a  escultura da Loba amamentando os irmãos Rômulo e Remo, que segundo a mitologia, Sénio, filho de Remo, seria o fundador da cidade.
A bela fonte Gaia, com esculturas em relevo, de artistas italianos. Gaia, quer dizer alegria, e podemos dizer: em Siena é impossível ficar triste, principalmente nós, os turistas.


Há recantos na cidade que são absolutamente maravilhosos, uma volta rápida pela cidade deu para contemplar todo um passado medieval, e o que faz dela irresistível é ter conservado grande parte de seus edifícios de arquitetura antiga, assim como as muralhas, um dos vestígios da Idade Média, que se erguem sobre as colinas dessa doce e inesquecível, Siena.